sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Para o corpo e para a alma

Há comida de todo o tipo, para todas as ocasiões, mas existem aquelas especiais, que alimentam a alma, deixam a gente com a sensação de felicidade física. “Comida de alma é aquela que consola, que escorre garganta abaixo quase sem precisar ser mastigada, na hora de dor, de depressão, de tristeza pequena.” Assim começa o livro Não é sopa, da ótima cronista Nina Horta. Canja, caldo de galinha, sopa, leite quente com canela, arroz doce, banana cozida na casca, gelatina, pudim de leite são alguns de seus exemplos. Para mim, a melhor definição de comida de alma é a canjiquinha. Quente, rica, substanciosa.
A alma precisa se alimentar. E tem hora certa pra isso. Mais que alimentar, é ótimo o sentimento de conforto que este tipo de comida nos causa. Ainda mais quando é feita por uma pessoa especial, quando tem um sabor que nos remete a algum sentimento ou a alguma fase de nossa vida. O cuscuz que minha avó fazia tinha o cheiro e o jeito dela. O aroma quente da erva-doce, a maciez carinhosa dos pedaços de queijo e a textura úmida e familiar dos flocos de milho. Um banquete para a alma!
O corpo também precisa de alimento, combustível para as engrenagens desta máquina perfeita. Pão com manteiga e café quentinho, o arroz com feijão, bife e salada, um prato de massa com molho suculento e muitas outras. Comidas do dia-a-dia que nos dão força e, mais do que isso, nos caracterizam como indivíduos pertencentes a uma cultura gastronômica.
Entre o corpo e a alma, procure sempre alimentar os dois. Cada um em seu momento ou, quando possível, juntos. Um belo almoço ou jantar, feito com cuidado e carinho, acompanhado de ótima companhia e um bom vinho, consegue alimentar e confortar tanto o corpo quanto a alma. Está esperando o quê? Ponha a mesa e satisfaça todos os seus sentidos!

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